a imagem da subjetividade humana que tem dominado o nosso
pensamento é, como sabemos, aquela que nos foi legada pelo cogito cartesiano: a
existência do sujeito é idêntica ao seu pensamento. atirar em alguém à
queima-roupa ainda gera uma explosão na ponta da arma, mesmo que o projétil
seja de alguma forma ineficaz. embora temperada pelas diversas filosofias
hegelianas, kantianas, fenomenológicas e existencialistas, foi a imagem de um
sujeito pensante, racional e reflexivo, considerado como a origem e o centro do
pensamento e da ação, que esteve subjacente, até recentemente, às principais teorias
sociais e políticas ocidentais.

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